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A Varinha de Condão Tantos homens maravilhosos, talentosos, lindos, perdidos em seus complexos, camuflados em seus medos e fazendo sofrer mulheres maravilhosas também.

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Artigo "Varinha de Condão", por Jussara Hadadd (Foto: Reprodução)

Hoje em dia, a impotência sexual por falta de qualidade da ereção, tamanho do pênis ou por ejaculação precoce já conta com recursos, tais como profissionais gabaritados, drogas, filosofias e técnicas alternativas que propiciam qualidade de vida aos homens e às suas parceiras. Ninguém mais precisa ficar nervoso por isso e basta não negligenciar, partindo em busca de uma solução. Não é tão fácil assim, eu sei, porém a vergonha em procurar ajuda pode atrapalhar bastante e postergar a felicidade e a boa convivência, levando, inclusive, a quadros complicados de desequilíbrio emocional e psicológico que certamente refletirão em toda sociedade.

Algumas mulheres já sabem que é possível viver bem sexualmente, ter qualidade de vida através de uma sexualidade bem vivida. Alguns homens também, contudo falta ainda uma grande maioria buscar esclarecimento sobre o assunto. Vivemos em um tempo onde o sexo tem uma expressão grandiosa na vida do ser humano. Ele é importante e como tudo que é importante, deve ser bem cuidado.

Tantos homens maravilhosos, talentosos, lindos, perdidos em seus complexos, camuflados em seus medos e fazendo sofrer mulheres maravilhosas também. Esposas fieis, namoradas lindas, inteligentes, atraentes, amantes ardentes que, incapazes de decifrar este enigma do comportamento masculino, se entregam de corpo alma e coração, se expondo a todo tipo de sofrimento em suas relações. Dentre todas as questões e complexidades que envolvem o ser humano, esta que atinge os homens deve ser observada com atenção. Não é preciso ser um filósofo ou um pesquisador para identificar que algo errado está acontecendo, basta ter bom senso. É notório, incidente e reincidente. É presente nas relações, mas também é escondido dentro delas. Já sabem, né? Não se fala dessas coisas.

Aos olhos de todos, o homem que vive este dilema é um docinho. Bom amigo, parceirão de trabalho, pai indiscutivelmente maravilhoso e um marido humm… Toda mulher queria ter igual.  Aos olhos de todos, entretanto a quem interessa mesmo, nem sempre o mocinho é tão docinho assim e, normalmente, a gotinha de vinagre que sai de dentro vem de um homem frustrado. O reflexo dessa frustração bate diretamente no entorno mais próximo, na mulher e na família.

Sendo o “cordeirinho” um solteiro, quem sofre, normalmente, é a mãe, que vive a levar “patadas” de todos os tipos e tamanhos, desde a mais tenra idade dele, que por não conseguir se auto-afirmar com as menininhas, leva para casa e para quem tem a voz mais fina todos os seus complexos e frustrações.

Quando é ficante, namorado ou noivo, a parceira não percebe muito esta ameaça, uma vez que o garotão vitorioso por conquistá-la, faz de tudo para mantê-la em seu domínio até que a mocinha se torne sua mulher. E é ai que o bicho pega. Em tempo de namoro ele até pode dar uma escorregadinha aqui e outra ali e ela notar o sinal de algum problema, entretanto como a maioria das mulheres está sempre doida para casar, vai arranjando justificativas e perdoando estas atitudes, que mais tarde se não esclarecidas certamente serão insuportáveis. Depois de casado e quando não tem mais nada a esconder, ou melhor dizendo, não podendo esconder mais nada, este homem não consegue disfarçar seus complexos e passa a descontar na mulher, nos filhos e nas questões domésticas tudo o que de mais intimo o incomoda e de uma forma amalgamada e endurecida bate com força justamente em quem mais o ama e o poderia compreender.

Simone de Beauvoir diz que “para todos os que sofrem de complexo de inferioridade há nisso um linimento milagroso: ninguém é mais arrogante em relação às mulheres, mais agressivo ou desdenhoso do que o homem que duvida de sua virilidade” – O Segundo Sexo – Primeira parte, pag. 20. Como todo bom fraco, o homem impotente sexualmente, tem como regra atacar para se defender. Alguns complexados têm por hábito pressupor que os outros sabem dos seus problemas, e não economizam em hostilidades no seu convívio. Esta é uma possibilidade. Em outros casos este homem pode ficar deprimido, se isolar ou na pior das manifestações se tornar um criminoso sexual. Pode ainda ser um parceiro infiel, uma vez que precisa constantemente se auto-afirmar, buscando envolvimento com prostitutas para ouvir delas o quanto é maravilhoso como amante. Esta mulher não cobra uma postura, apenas faz o seu serviço. Este homem pode também estar sempre buscando moças mais novinhas e sem experiência para exercer o seu domínio.

Os dilemas inerentes a este homem passam desde o tamanho de seu órgão sexual e vão até o seu desempenho como amante. No tangente ao tamanho do seu órgão, o homem fica tão obcecado por ele ser pequeno que não pensa em alternativas para usá-lo com destreza do jeito que é. O que é perfeitamente possível. Pensa somente em ter um órgão maior, o que é impossível e isso o desnorteia.

Alternativas simples, como aprender a estocar corretamente, como manter o controle da sua boa ereção, como usar de recursos como o sexo oral e no caso de hoje em dia, atribuir às relações, acessórios eróticos para satisfazer sua parceira jamais são concebidas, sendo assim, o que fazer se não infernizar a vida dela não é mesmo? Pra que isso? Vejam só, a humildade, o raciocínio, a ponderação cabem mesmo em qualquer âmbito da vida e, neste caso, não seria diferente. O que pode impedir esta ação é o desespero que se instala no rapaz que, envergonhado, ou influenciado por sua criação, se nega a um auxilio profissional.

Muito sofrimento pode ser poupado quando o medo e o orgulho são combatidos e a vontade de ser feliz e de fazer feliz são maiores. Conheço casais que convivem com problemas relacionados ao que trazemos hoje aqui, pacificamente. Se amam e se completam. Quando o homem não se deixa contaminar por um estereótipo sexual, que normalmente é falso e não se revolta com a sua condição, fica muito mais fácil ser compreendido e auxiliado pela parceira. Conversar, expor seus limites, pedir ajuda, podem minimizar conflitos, ampliar consciências e estabelecer vínculos verdadeiramente plenos e satisfatórios.

Só não tem jeito para morte, dizia a minha avó e a avó de todo mundo!

 

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