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Manda quem pode, obedece quem tem juízo Então é preciso ceder, sou obrigado a ceder?

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ju_abril_2014

Nada disso! Ninguém manda e ninguém obedece.

Na verdade, apenas as pessoas se amam e neste contexto tudo se resolve e acontece. Dessa forma, a harmonia e a paz transparecem nas relações amorosas, como num conto de fadas.

Mas a verdade é que os casais estabelecem socialmente ou entre eles regras de bom relacionamento e muitas vezes fazem isto sem ao menos sondarem se será possível a médio e a longo prazo, cumpri-las. Existe regra para amar?

É bom refletir sobre o processo de amadurecimento e que antes de ele acontecer para os dois, acontece individualmente e que cada um tem seu tempo e concepções de vida que o aceleram para uns ou atrasam para outros. E os casais, mesmo juntos, não crescem juntos. A individualidade, a singularidade determina o tempo de cada um e apenas com amor é possível compreender e entender este tempo de cada um. Outra coisa importante para pensar é que este processo faz com que comecemos uma relação com uma pessoa e que dez anos mais tarde essa pessoa será outra na medida que aprende, sofre, amadurece ou não.

_ Como você mudou, não é mais a pessoa com quem me casei.

Claro que não e tomara que as mudança tenham sido para melhor e maior. E tomara que tenham tido atenção à jornada um do outro.

A ansiedade, o medo, a desconfiança, a submissão e sobremaneira a preguiça, constituem agentes determinantes na falência das relações de amor. Todo êxito que buscamos na vida propõe trabalho e esse trabalho pode ser apenas o de entender o ser que dizemos que amamos.

Então é preciso ceder, sou obrigado a ceder? Então sou obrigada a fazer o que não quero, preciso esperar quando tenho tantas urgências? Não! É preciso apenas amar e tudo o que está no imperativo de repente passa fluir de uma maneira muito natural.

Então sou obrigada a fazer sexo quando não estou me sentindo bem? Não, não mesmo! Se a convivência é algo muito além de uma simples relação, se é amor o sexo flui quando os dois estão com vontade e de acordo, caso contrário a vontade nem aparece de forma tão instintiva. É um movimento, uma energia que promove um entendimento suficiente para o casal viver bem.

Outro exemplo bacana é o da cobrança do homem quanto a mulher ter um orgasmo para ele ver e se sentir realizado por ter proporcionado a sensação nela. Esta cobrança pode nem verdadeiramente estar fundamentada no real interesse dele em vê-la satisfeita e sim em terminar logo com a obrigação de ajudá-la a chegar lá e assim ficar liberado para ter o seu orgasmo. À propósito cabe aqui dizer que esta cobrança, muitas vezes a impede de ter prazer. O prazer de cada um deve ser buscado e medido com observações, com o cuidado de cada vez que estiverem juntos perceberem como o parceiro anuncia o seu prazer, se for com palavras, tudo bem, se não, preste atenção.

Sendo assim, fica aqui a ideia de que com respeito pelo espaço de cada um, e amando desinteressadamente, pode ser muito mais fácil e bonito uma vida a dois.

As pessoas precisam amar para ter o amor que tanto dizem precisar.

Namastê.

Este artigo também é publicado no portal ACESSA.COM

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