FALE COM JUSSARA (32) 99987.7007

Nem todo mundo gosta de sexo Então você não gosta de sexo? E de você, você gosta?

Publicado por: Comentário: 0

Artigo "Nem todo mundo gosta de sexo", por Jussara Hadadd

Então você não gosta de sexo? E de você, você gosta?

Há ainda muita controvérsia sobre o sexo ser ou não uma necessidade básica fisiológica, estar inserido no mundo do homem como algo sem o qual ele não pode viver ou algo como uma alternativa que o homem inventa para reproduzir a espécie ou justificar a união com outro ser ou ainda, sobre o sexo ser fonte de alegria, paz, saúde e coisas desse tipo.

Você está vivendo o seu tempo ou está em algum lugar do passado ou do futuro?

Você escolhe o que, como fazer para sua vida ser mais tranquila, sorridente, pacífica e integrada aos outros seres humanos? O que você escolhe como fonte de equilíbrio para você?

Há quem possa não gostar de sexo? Claro que sim, contudo antes há de se pensar se esta é mesmo uma primeira verdade para o indivíduo que afirma que o sexo não é necessário ou algo do qual se deva gostar.

Pessoas que não gostam de si mesmas, do próprio corpo, com auto estima muito rebaixada, costumam arranjar desculpas para não interagir em sexo. Maldizem e diminuem sua importância para justificar passar sem.

Outros, comungados desonestamente, aqueles que partilham seu tempo de vida com parceiros cujo propósito da união é escuso ou interesseiro, costumam inventar maneiras de adiar, despistar e até mesmo negar a possibilidade de fazer sexo com o outro. Arranjam milhões de tarefas, ocupações, dores e tudo o que há para passar sem.

Tem os muito novos, coitados, na flor do tesão, com espinhas brotando de todo o canto da mente e dos hormônios endoidecidos, indefinidos, que por cultura, influencia doméstica ou religiosa, quando não conseguem compartilhar em sexo com alguém, ainda se proíbem a auto satisfação. Arranjam um monte de planos para o futuro, pecados absurdos, um cansaço sem fim, para passar sem.

Existem ainda os velhos, cujos corpos mal cuidados ou mal fadados, proíbem o sexo onde a vida deveria ser mais tranquila e propícia a ele. Onde a vida toda cumprida, deveria permitir prazeres além de toda obrigação imposta no seu caminhar. Arranjam atividades de toda ordem para enganar o tempo que ainda lhes falta viver, para passar sem.

Neste “hall“, não podemos esquecer os temerosos de se envolver, os covardes em amar que preferem se abster, os aflitos em não adoecer, embrenhados em cavernas escuras negando a luz que traria muito mais claridade que seus livros, pílulas de falsa alegria, viagens, orações vazias a preencher um vazio a aumentar a distância do encontro com outro sexo. Arranjam todo tipo de peripécias para passar sem.

Hoje existe ainda, a tal moda de se ver mais em espírito que em carne, todos completamente encarnados, enervados à flor da pele pretendendo quase ocupar o lugar do espírito mais elevado que a terra já conheceu em toda sua invenção contra a acepção da morte e respiram, inspiram quase todo ar do mundo, entram em processo de quase vacuidade, para não dividir sua carne com outra carne. Arranjam misticamente todo tipo de desfaçatez, para viver sem.

Mas o pior de todos é o mentiroso, do qual eu não preciso nada dizer.

Pessoas vivem se abastecendo de recursos materiais de toda ordem para garantir a vida e até a morte.

Céus!

Não estou me lembrando aqui, agora, de nenhum filme – deve até existir algum, é claro – cujo enredo não proponha em algum momento dentro da realidade ou da ficção, um encontro sexual romântico amoroso entre algum jovem, adulto, velho, deficiente físico, alienígena, animal irracional, personagem de desenho animado, ser espiritual, oriental, ocidental, comercial. Vocês se lembram do clássico Coccon, onde velhinhos já descrentes de tudo, encontram seres alienígenas e diante de um sopro de vida, a primeira coisa que pensam é namorar?

Queridos, por favor, se vocês não estiverem completamente imóveis ou completamente fora de suas faculdades mentais, por gentileza, por caridade, cuidem de sua sexualidade, de qualquer forma, exceto através do que transgride o direito do outro e, distribuam doces, sorrisos, abraços, luz, paz, amor, pelo mundo a fora.

Faça amor, não faça guerra.

Este artigo também foi publicado no portal ACESSA.COM

»

COMENTÁRIOS

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Outros Artigos