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Panela velha é que faz comida boa Não importa o que os une, até que se saiba ou justifique, a impressão é sempre pejorativa

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Monica e Richard (Série Friends)

Monica e Richard (Série Friends)

Não é de hoje que se ouve comentar dos casais que não obedecem aos padrões de comportamento estabelecidos sabe-se lá desde quando ou por quem. Não importa o que os une, até que se saiba ou justifique, a impressão é sempre pejorativa.  É um mal-estar danado em ambientes sociais.

“Que mulher sem vergonha, papa anjo miserável. Será que não se enxerga? O menino, coitado, ter que aguentar uma velha dessas. Desmoralizando os filhos e a família.”

“Olha só o vovô garoto, todo metidinho com uma garotinha do lado, deve ter deixado esposa e filhos na pior e é claro que essa aí só quer o dinheiro dele.”

Via de regra, os comentários acerca de relacionamentos entre pessoas com diferença de idade muito grande, são estes mesmos. Os pré-julgamentos são imediatos, na maioria das vezes muito maldosos e normalmente, partem de pessoas que bem lá no fundo gostariam de estar naquela posição.

As pessoas optam por se relacionarem com outras mais novas ou mais velhas por vários motivos, um deles, pode sim ser o oportunismo ou a conveniência no que diz respeito às facilidades para uma vida material mais confortável, mas isso acontece também com casais convencionais.

Existe também a questão da libido que faz com que muitas mulheres maduras, separadas ou viúvas que nunca encontraram ou já não encontravam há muito tempo, realização sexual com seus ex-maridos, ao se verem livres, preferirem se relacionar com homens bem mais jovens e que tem o mesmo nível de desejo sexual que elas. Mulheres que não envelheceram mentalmente e que ainda fazem muita questão do prazer. Maravilha, não é porque se está mais maduro que precisa ser “enterrado vivo”. O mesmo acontece com homens mais jovens que não se contentam com as dúvidas e a inexperiência das moças e preferem se relacionar com mulheres maduras, fogosas e certas do que querem.

Já no caso dos homens mais velhos com as mocinhas, existe a possibilidade de a relação ser somente para autoafirmação. Eles fazem questão de manter a condição de garanhão e nada melhor para simbolizar isto do que se apresentar socialmente com uma suposta ninfeta insaciável.  Sexo na maioria das vezes é o que elas menos querem, aí deu tudo certo!  Mas também é possível que ela sinta segurança emocional com este homem, que pode ou não ser bem resolvido, mas que a compreende e não a aborrece tanto como fazem os rapazes mais novos com seus rompantes inconsequentes.

A questão do bom humor, da energia da juventude que encanta e da disposição para a vida, são fatores de grande relevância para alguém que já está cansado de conviver com outro que insiste em caminhar para o fim da vida bem antes da hora. Nas relações conjugais raramente os dois amadurecem bem, normalmente os dois amadurecem mal, ou então um amadurece bem, com sabedoria e amor pela vida e o outro amadurece azedando, de mal com a vida e com ele mesmo aí, bom, aí dá nisso. “Se eu tiver que ter outra pessoa, que seja alguém bem-humorado, cheio de energia e que goste de viver”. E supõe-se que isto só será encontrado em alguém bem mais novo.

Outro tipo de casal muito frequente na atualidade é aquele composto pela mulher bem resolvida, solteira, madura, profissionalmente realizada e que assume uma relação com um homem bem mais novo. Por quê?  Porque ela é jovem de espírito, alegre, e fez de tudo até então para viver sem os aborrecimentos de uma vida a dois (falta de dinheiro, filhos, sogra) e sabe que não quer conviver com alguém que já carrega uma enorme bagagem recheada de problemas. Não querem dedicar suas vidas a cuidar de homens que certamente adoecerão e que com certeza não corresponderão às suas expectativas quanto a viver com alegria e prazer. Esta mulher nem se importa de colocar um pouquinho do seu lado maternal nesta relação e dar um empurrãozinho na vida do parceiro desde que ele a respeite.

Para os mais antenados com o sexo pelo sexo, existe também a questão anatômica. É aquela coisa do corpinho perfeito, da bundinha empinadinha, do peitoral de Hércules, da virilidade masculina simbolizada pelo falo rijo e incansável ou pela gruta úmida e estreita pronta para ser explorada pelo seu corajoso desbravador.

 

Ela: Bom, o rapaz mais novo tem muito mais facilidade de ereção e muita disposição então…

Ele: Ah, a menininha, toda durinha, nunca teve filhos, certamente me dará muito mais prazer e… 

 

Ledo engano.  A anatomia é importante sim (tem que ser cuidada, bem cuidada), mas mais importante é saber como usá-la.  Casais maduros e aparentemente sem atributos físicos, mas que cuidaram de seus corpos, que se ocuparam em aprimorar suas técnicas sexuais, que cultivaram o sentimento e o desejo mútuo e que prestaram atenção nas preferências dos parceiros se dão muito bem na cama e costumam experimentar prazeres que um desempenho cheio de acrobacias, malabarismos e exibicionismo dos mais jovens muitas vezes não possibilita.

Bom pessoal, o importante é não pirar em cima das escolhas e assumir o que prefere e o que te faz bem, sempre lembrando de cuidar para não causar muitas mágoas nem muitos transtornos no mundinho que te rodeia ou que deixou para trás.

O resto é puro preconceito e, neste caso, basta saber lidar com ele.

 

Este artigo também foi publicado no portal ACESSA.com

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