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Uma questão de escolha Você pode escolher entre uma relação estável morna e convencional, ou uma relação estável quente e fora do normal

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Artigo "Uma questão de escolha", por Jussara Hadadd - Foto: OLEG BALIUK

Conhecer uma pessoa, saber sobre seu caráter, transar com ele quase que de primeira, adorar fazer isto com ele e depois ir descobrindo motivos que te façam permanecer ou não na relação, propõe entendimento e felicidade a dois.

Ou conhecer alguém, negar a atração física, dificultar o momento da transa se fazendo de difícil, passar meses descobrindo sobre os benefícios que terá a partir de uma relação estável, pensar que se apaixonou e se envolver apresentando ele para todo o seu círculo social e familiar e quando for para cama com ele – meu Deus – pensar como vai passar o resto da vida fazendo aquilo.

A base de um bom relacionamento para a vida toda pode estar fundamentada no entendimento sexual do casal sim. E muitos casamentos coroados de insatisfações escusas que levam a desentendimentos intermináveis e a traições, com certeza estão em deficit de um bom sexo.

A verdade é que as pessoas se relacionam por muitos motivos, se unem por conveniência, por convencionalismo social e por interesses de diversas ordens, como status social e econômico que podem vir a ter ao lado do parceiro e, cegos por seus objetivos, não dão a devida atenção ao sexo e ao papel que ele representa em suas vidas. Tudo bem, se isto é o que importa. Mas, mais tarde, quando o corpo e o coração acordam se veem infelizes, com um enorme vazio no peito e sem entenderem porque estão vivendo ao lado de determinada pessoa.

O pior disso tudo é que os desentendimentos também não são sinceros. As pessoas não tem coragem de dizer o que lhes falta de verdade e saem por aí traindo e justificando a traição mentindo, como sempre fizeram. Não falam que o sexo não é bom. Não contam de suas frustrações, de suas fantasias sublimadas, de seus desejos.

O sexo que não expande e que não faz sorrir, onde um fica sempre com vontade de mais alguma coisa e não tem coragem de pedir ao parceiro que faça, normalmente faz com que a relação não ande bem. E as pessoas mentem para o companheiro e para si próprias, o que é pior. Acusam o parceiro de tudo. De ser ciumento, ser grosseiro, pão duro, de estarem fora de forma, de serem más mães, antissociais, nervosos… Quando apenas queriam dizer: Não sou feliz na cama com você. Não gosto do jeito que você faz. Acho que nunca gostei e agora isso é importante para mim.

E os sinais são claros. Frigidez, impotência, inapetência e rejeição além de tristeza, nervosismo, ganho de peso dentre outras manifestações.

Sexo é algo que rola bem ou não. Encaixa, acontece de uma forma que você nem acredita, parecendo que você e a pessoa fizeram aquilo a vida inteira, juntos. Afinidade sexual é isso! E o triste é que quando isto acontece, as pessoas não prestam atenção. Aquelas que tiveram coragem, que acreditaram e se lançaram nos braços de alguém bom, sem pensar no que iria dar, não acreditam e desprezam o que poderia lhes fazer feliz por muito tempo.

O sexo que a pessoa faz não diz o caráter que ela tem. Se você tem referências boas de alguém, se sabe que ela é do bem e que não será capaz de te ferir intencionalmente, tente começar uma relação pelo sexo e vá aos pouquinhos gostando mais e mais dessa pessoa. O sexo bom faz com que os parceiros se transformem em pessoas melhores por não poderem pensar, viver sem aquele que ama. O sexo bom faz fluir a bondade no casal.

Mania feia a de julgar o outro pelo sexo que ele faz. Porque pensar que alguém não é digno de conviver com você porque não resistiu e transou na primeira vez? Acontece. As energias se movimentam. Nem todo mundo é leviano ou vulgar porque é bem resolvido sexualmente. Porque é sorridente, descomplicado e de bem com a vida.

Então está bem, continue em seus prejuízos. Mulher “fácil”, homem “galinha” e por aí vai. Vá se juntando a alguém socialmente “corretinho” e obscuramente doentio. Isso, escolha viver de aparências, se apoie em falsas referências. Sabemos quando estamos entrando numa fria e mesmo assim, movidos pela corrente do entorno nos deixamos levar. É uma pena.

O que você quer para você? Como escolher se você nem ao menos se conhece, nem ao menos sabe o que precisa para ser feliz, não é mesmo? Como escolher se você se acostumou a buscar no outro, toda a sua felicidade? Não aprendeu dizer não, não aprendeu dizer sim de verdade.

Mas ainda dá tempo e pode começar escutando a voz do seu coração. Sensatez e bondade poderão ajudar nessa hora. Ocorre que temos medo da verdade. Temos medo de sentir alegria e conviver com ela. Duvidamos que algo ou alguém possa ser tão bom, por ser incomum.

Encontrou alguém especial que te fez sorrir. Não é bandido? Dê uma mão pro destino. Por favor.

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Comentário: 3

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    Publicado por gilmar lucas dias magri 15 ago 2013 at 00:54 Responder

    Boa noite Ju,adorei,adorei adorei………….

    Bjus

  2. Avatar
    Publicado por Luana 15 ago 2013 at 01:46 Responder

    Como sempre excelente! Amo sua maneira de tratar assuntos tão delicados de forma assim, leve… Sua fã! Bjim

  3. Avatar
    Publicado por CARINE CANDIDA BLOCK 15 ago 2013 at 12:55 Responder

    SENSACIONAL, LEVE E DESCOMPLICADO COMO DEVERIA SER, TUDO…. INCLUSIVE O AMOR

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